Transportadores de combustíveis de 6 Estados fazem uma paralisação desde a meia-noite desta quinta-feira (21/10).

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Com o ato, eles reivindicam a redução dos preços do diesel, gás de cozinha, da gasolina e de outros derivados do petróleo. A expectativa é que, no Rio de Janeiro, a manifestação tenha a adesão de aproximadamente 1.500 veículos de 300 companhias, que irão permanecer parados na base de Campos Elíseos, próximo à Reduc (Refinaria de Duque de Caxias), na Baixada Fluminense.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), os transportadores de São Paulo (na região da Replan – Refinaria de Paulínea – e no Porto de Santos), Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e parte da Bahia, coordenados pelos sindicatos empresariais, também paralisaram as atividades.

Em Minas, 800 caminhões estão parados. Parte do grupo se posicionou na portaria da BR Distribuidora, ao lado da Refinaria Gabriel Passos (Regap), e das principais distribuidoras de combustíveis, como Shell, Ipiranga e Ale. Viaturas da Polícia Militar acompanharam a ação, que permanece pacífica.

Alguns caminhoneiros impediram a entrada de caminhões nas bases de abastecimento de combustíveis em Campos Elíseos, no estado do Rio de Janeiro, e as unidades fecharam as portas para evitar tumulto e depredações, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro.

O Sindcom informou que caminhões-tanque estão conseguindo entrar nas bases de distribuição, escoltados pela Polícia Militar, para fazer, exclusivamente, o carregamento das empresas de ônibus da cidade. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou “que policiais militares do 15ºBPM (Duque de Caxias) acompanham uma manifestação em Campos Elíseos”.

De acordo com a secretaria, até o momento, “o ato ocorre de forma pacífica, não há registro de prisão ou apreensão”.

A categoria pede ainda o alinhamento e a redução de impostos federais e estaduais, uma vez que alegam que governos estaduais e federal transferem a responsabilidade pela alta dos preços uns aos outros, mas não reduzem os valores, deixando as empresas no prejuízo.

Uma greve geral está marcada para o dia 1º de novembro, que pretende ser um ato ainda maior, de acordo com a CNTTL, e deverá ter adesão de 70% do setor. O estado de greve foi decidido pela entidade, pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).