Seca no rio Paraná revela ruínas da antiga Rubineia

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A estiagem prolongada fez o rio Paraná recuar aproximadamente 200 metros, revelando ruínas da antiga Rubineia, que estava submersa após a construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira.

Essa é a segunda vez que as ruínas da antiga cidade voltam a aparecer. A outra vez foi na crise hídrica de 2014. Segundo o governo federal, essa é a pior crise hídrica dos últimos 91 anos no Brasil.

Entre as ruínas reveladas pela seca no rio estão as colunas de concreto da antiga estação ferroviária. Restos de casas e até troncos de árvores submersos desde a década de 1970 também voltaram a aparecer.

Dados da Prefeitura de Rubineia apontam que, em média, o rio Paraná está baixando aproximadamente 12 centímetros por dia. Nos últimos meses, o rio recuou aproximadamente 200 metros, alargando a faixa de areia da prainha.

De acordo com o MetSul, o rio Paraná – segundo maior da América do Sul, atrás apenas do rio Amazonas –  vem encolhendo desde 2019 e atingiu níveis nunca antes vistos desde a década de 1940. A baixa do rio já afeta moradores que dependem da pesca e do turismo da região. Além disso, a hidrovia Tietê-Paraná já paralisou as atividades por pontos inavegáveis.Família caminha pela faixa de areia, que se expandiu com a seca do rio Paraná (Johnny Torres 6/10/2021)

Família caminha pela faixa de areia, que se expandiu com a seca do rio Paraná (Johnny Torres 6/10/2021)

História

Com a construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, a antiga Rubineia foi inundada pelo lago artificial que garante o funcionamento da maior usina hidrelétrica de São Paulo. Com isso, uma nova cidade foi construída e a antiga Rubineia desapareceu.