Fernandopolense finalmente passa por consulta médica, após 5 anos de espera

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Foram cinco longos e dolorosos anos de espera. Na terça-feira, 30, enfim, a fernandopolense Inês Aparecida Nali Berceli, moradora do Parque das Nações, passará por consulta as 10 horas no Hospital de Base. “Estou na expectativa pelo diagnóstico”, relatou por whatsapp.
A história de dona Inês chegou ao programa Rotativa no Ar da Rádio Difusora no mês passado. Ela sofre de osteoporose na coluna com fraturas frequentes de vertebras que ocorrem por causa da fragilidade vertebral devido à menor densidade óssea. Esse tipo de lesão geralmente ocorre após quedas, embora possam surgir após mínimo ou nenhum trauma.
Desde 2016, quando buscou atendimento na rede de saúde, de pronto foi encaminhada para atendimento de especialista na área da neurocirurgia de coluna com o carimbo de “urgente”. Neste tempo todo ela é assistida em Fernandópolis, toma medicamentos para amenizar a dor. Recentemente sofreu uma queda e voltou a fraturar vertebra da coluna. “É muita dor, faz três meses que não consigo dormir na minha cama. É insuportável. Durmo sentada em uma cadeira de alpendre com travesseiro no assento e no encosto”, relatou. 
Questionada, a secretaria Municipal de Saúde informou que fez o encaminhamento da paciente para o AME, que é responsável pelo agendamento através do Cross – Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde. Quando isso ocorre, é o Estado que assume a paciente. Ao município cabe a assistência primária.  
O caso de dona Inês foi levado para a Secretaria Estadual da Saúde que se manifestou através de nota para explicar a demora no atendimento da fernandopolense que, aliás, não é a única a esperar longos anos para atendimento com especialista no AME. Há casos de 2014. 
Segundo a nota da Secretaria Estadual de Saúde, confirmou o agendamento da consulta da moradora de Fernandópolis para novembro. A promessa foi cumprida. Na terça-feira, 30, ela passa pela primeira consulta no Hospital de Base. 
A justificativa da Secretaria Estadual da Saúde é que a pandemia do coronavírus contribuiu para agravar a espera de quem está na fila. “Em virtude da necessidade de salvar vidas e priorizar atendimento aos casos de urgência e emergência em meio a pandemia do novo coronavírus, os casos eletivos podem ser agendados ou reprogramados com base em avaliação caso a caso, dependendo da orientação médica e do quadro do paciente”, acrescentou a nota.

FONTE: CIDADÃO.NET